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Estudo bíblico de Atos 19 

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Neste estudo bíblico de Atos 19 poderemos tirar dúvidas sobre o início do cristianismo e conhecer algumas curiosidades bíblicas. Atos 19 é um bom trecho para encontrarmos algumas curiosidades bíblicas e aprofundarmos nosso conhecimento sobre como surgiu o cristianismo, pois contém histórias bíblicas interessantes. 

Por isso, o estudo de Atos 19 é uma boa forma de conhecer um pouco melhor algumas características culturais das religiões da época. Este trecho menciona pergaminhos mágicos e deuses gregos. 

Início do estudo bíblico de Atos 19

Vamos começar este estudo bíblico de Atos 19 uma curiosidade bíblica.

‘perguntou-lhes: Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes? Ao que lhe responderam: Pelo contrário, nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo. ‘ Atos 19:2

Logo que Paulo chega a Éfeso pergunta aos crentes dali se já haviam recebido o Espírito Santo, e os fiéis respondem que sequer haviam ouvido falar do Espírito Santo.

Quando Paulo usa a expressão “quando crestes”, provavelmente refere-se a Atos 18:25, quando ouviram sobre o batismo do arrependimento pregado por João e ensinado por Apolo, antes de terem se encontrado com Áquila e Priscila. Segundo alguns estudiosos, esta passagem nos revela que o Espírito Santo nos é enviado assim que cremos. Sobre o envio e batismo no Espírito Santo, recomenda-se a leitura de Mateus 3:11 e João 7:39. 

Logo que Paulo orou e foram aqueles homens batizados. Ou seja, os sinais acompanhavam os primeiros cristãos na igreja primitiva, em Jerusalém e Cesaréia. Embora aquelas pessoas já tivessem passado pelo batismo de João Batista, era necessário que fossem batizados em nome de Cristo, como sinal de testemunho de sua nova fé. 

No começo do cristianismo, quatro grupos se formaram. Os judeus que foram batizados no Pentecostes (Atos 2:1), os samaritanos batizados em Atos 8:14, os gentios que se reuniam na casa de Cornélio receberam o Espírito Santo em Atos 10: 44 e Atos 11:15, e agora os seguidores de João, que viviam em Éfeso. O Espírito Santo sobreveio sobre todos eles. 

A escola de Tirano

‘Eles, tendo ouvido isto, foram batizados em o nome do Senhor Jesus. ‘Atos 19:5

Mais uma vez, ao chegar em uma cidade, Paulo se dirigiu a uma sinagoga, Atos 19:5. 

‘Durante três meses, Paulo frequentou a sinagoga, onde falava ousadamente, dissertando e persuadindo com respeito ao reino de Deus. ‘Atos 19:8

Continuando o estudo bíblico de Atos 19, podemos ler a partir do versículo 8 que Paulo vai à escola de Tirano, onde espíritos malignos tentaram intimidar os primeiros cristãos. Porém com autoridade o poder do Eterno foi mostrado que mesmo os mágicos não pensaram duas vezes antes de queimarem seus livros que valiam uma fortuna, versículo 19.

‘Visto que alguns deles se mostravam empedernidos e descrentes, falando mal do Caminho diante da multidão, Paulo, apartando-se deles, separou os discípulos, passando a discorrer diariamente na escola de Tirano. ‘ Atos 19:9

A escola de Tirano, mencionada no versículo nove, é uma referência a uma propriedade de Tirano, que seria utilizada como local de debates, ensinamentos e apresentação de teorias filosóficas. Portanto, durante o período que ali pregou, dois anos, pessoas de toda a Ásia menor compareceram aos discursos de Paulo e, embora nem todos tenham crido, o feito foi grandioso. 

Novas conversões

Alguns estudiosos ressaltam que o testemunho diário de pessoas comuns convertidas serviu de confirmação do que Paulo pregava. A pregação de Paulo foi tão contundente que diversas igrejas foram fundadas nestes dois, três anos que ali pregou. Segundo historiadores, teriam sido formadas, nesta época, as igrejas de Colossos, Hierápolis, Laodicéia e, talvez, algumas das igrejas mencionadas em Apocalipse 2 e 3. 

As artes mágicas

Apesar da grande ação sobrenatural do Criador neste trecho, podemos ver que em outras situações, o mesmo não ocorre, como em 2 Coríntios 12:8, 1 Timóteo 5:23 e 2 Timóteo 4:20. 

‘Também muitos dos que haviam praticado artes mágicas, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos. Calculados os seus preços, achou-se que montavam a cinquenta mil denários. ‘ Atos 19:19

As artes mágicas, descritas em Atos 19:19 eram, provavelmente, rolos de pergaminhos com receitas de magias descritas. Segundo alguns historiadores, o valor mencionado neste mesmo versículo seria o equivalente ao salário de um trabalhador por quase 140 anos de trabalho. 

Estudo bíblico de Atos 19 versículos 24 a 27

Seguindo o estudo bíblico de Atos 19, lemos a partir do versículo 23 sobre tumulto criado por Demétrio.

‘Pois um ourives, chamado Demétrio, que fazia, de prata, nichos de Diana e que dava muito lucro aos artífices (…), Não somente há o perigo de a nossa profissão cair em descrédito, como também o de o próprio templo da grande deusa, Diana, ser estimado em nada, e ser mesmo destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo adoram. ‘ Atos 19:24 e 27

Os nichos de Diana, Atos 19:24, eram pequenos altares com imagens da deusa Diana, nome latim da deusa Artemis. Até hoje, nenhum destes santuários de prata foi recuperado por arqueólogos, no entanto, alguns nichos de terracota já foram encontrados.

De acordo com a descrição do versículo o negócio deveria ser muito lucrativo, mas o cristianismo estava ameaçando os negócios destes comerciantes e fabricantes de ídolos, Atos 19:27, por isso este grupo se levantou contra os cristãos, apelando para o orgulho dos efésios.

Diana, deusa romana mencionada no livro de Atos dos apóstolos 19:27, tinha o nome grego de Artemis e era considerada a deusa-mãe da Ásia. Seu templo, em Éfeso, era uma das sete maravilhas do mundo antigo. A escultura tinha 127 colunas de vinte metros de altura; suas dimensões eram 140 metros de comprimento por sessenta de largura.

Estudo de Atos 19:29 a 35

‘Foi a cidade tomada de confusão, e todos, à uma, arremeteram para o teatro, arrebatando os macedônios Gaio e Aristarco, companheiros de Paulo. (…) Também asiarcas, que eram amigos de Paulo, mandaram rogar-lhe que não se arriscasse indo ao teatro (…) O escrivão da cidade, tendo apaziguado o povo, disse: Senhores, efésios: quem, porventura, não sabe que a cidade de Éfeso é a guardiã do templo da grande Diana e da imagem que caiu de Júpiter? ‘ Atos 19:29,31 e 35

O teatro mencionado no versículo 29 tinha capacidade para até 25 mil pessoas. 

O versículo 31 menciona os asiarcas, grupo de cidadãos importantes da Roma antiga. Eram amigos de Paulo. 

Lemos, no versículo 35, que o escrivão não aprovava a assembleia não autorizada. Uma curiosidade bíblica é que o escrivão era responsável por manter a ordem, por isso ele apelou ao afirmar que a grandeza de Diana era tamanha que não precisava ser questionada. Além disso, as palavras dos cristãos não arranhavam a fama da deusa dos éfesios, que, conforme a lenda da época bíblica, uma imagem caíra de Júpiter. A conversão dos pagãos poderia ameaçar a religião dos seguidores de Diana. 

O povo de Éfeso tinha o direito de reunir-se frequentemente para a realização de assembleias legislativas, mas a mencionada nos versículos 32, 39 e 41 era ilegal. 

‘Mas, se alguma outra coisa pleiteais, será decidida em assembleia regular. Porque também corremos perigo de que, por hoje, sejamos acusados de sedição, não havendo motivo algum que possamos alegar para justificar este ajuntamento. E, havendo dito isto, dissolveu a assembleia.’ Atos 19:39-41

A leitura e o estudo bíblico sobre Atos dos apóstolos trazem todas essas histórias interessantes e curiosidades bíblicas que revelam como surgiu a igreja cristã, por isso, merece uma leitura cautelosa e atenta. 

Conclusão do estudo bíblico de Atos 19

Atos 19 revela um momento-chave na consolidação do cristianismo em Éfeso: a transição de um conhecimento parcial (batismo de João) para a plenitude do evangelho em Cristo, acompanhada pelo dom do Espírito Santo.

O capítulo destaca o poder transformador da mensagem apostólica — tanto em vidas individuais (batismos, abandono das artes mágicas) quanto em estruturas sociais e econômicas (o abalo ao lucrativo culto a Ártemis/Diana). A escola de Tirano ilustra a estratégia de discipulado consistente e público, onde ensino diário gerou maturidade, novas igrejas e um testemunho que se espalhou por toda a Ásia Menor.

Ao mesmo tempo, o tumulto liderado por Demétrio expõe a tensão inevitável entre a fé cristã e os ídolos culturais de cada época. Atos 19, portanto, nos convida a: receber plenamente o Espírito, alinhar prática e crença (batismo em nome de Jesus), rejeitar o que escraviza (superstições e “pergaminhos” modernos), perseverar no ensino saudável e testemunhar com coragem, mesmo quando a verdade confronta interesses estabelecidos. É um chamado à reforma do coração e da cidade, pelo evangelho que transforma tudo.

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